ADVOGADO DEIXA DEFESA DE GAROTINHO E AFIRMA QUE O VICE DE GAROTINHO É DA BANDA PODRE DA POLICIA
ADVOGADO DE GAROTINHO AFIRMA QUE VAI APOIAR EDUARDO PAES E VAI PEDIR IMPUGNAÇÃO DO VICE DE GAROTINHO POR SER DA BANDA PODRE
Por Reportagem Investigativa
O que Travancas disse sobre André Monteiro?
Em pronunciamento público em suas redes sociais, o jurista disparou duras críticas ao novo integrante da chapa:Falta de confiança: Justificou sua saída afirmando que não permanece em locais onde “não confia nas pessoas que fazem parte do grupo”.
"Policial de fachada": Acusou diretamente André Monteiro de ser um "policial de fachada".
Ligações suspeitas: Afirmou que Monteiro possui supostas ligações com pessoas que foram presas por ordens do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Crítica à presença política: Declarou textualmente que “lugar de policial é no quartel”.
Ação judicial: Prometeu acionar formalmente a Justiça Eleitoral para tentar impugnar a candidatura de André Monteiro.
O cenário político fluminense, historicamente marcado por reviravoltas dramáticas, vive mais um capítulo de intensa instabilidade.
A chapa do ex-governador [Anthony Garotinho (Republicanos) ao Governo do Estado sofreu uma implosão interna simultânea nos tribunais e nos bastidores partidários.
Andre Monteiro é o Ex Diretor Geral do Degase .
O estopim foi a indicação do ex-policial militar do BOPE, André Monteiro, como candidato a vice-governador. A escolha gerou a renúncia imediata e ruidosa de seu principal advogado de defesa, Victor Rosa Travancas, que disparou graves acusações públicas contra o novo integrante da chapa e anunciou sua migração política.
Abaixo, a anatomia completa dessa crise que interliga o sistema socioeducativo (DEGASE), a bancada da bala, o submundo do crime e as estratégias jurídicas na disputa pelo Palácio da Guanabara.
Rompimento e Saída da Defesa Renúncia formal: Victor Travancas comunicou a entrega de todos os mandatos da defesa de Anthony Garotinho.
Motivo político: O advogado criticou duramente a escolha do ex-Bope André Monteiro como candidato a vice na chapa de
Garotinho.Ação na Justiça: Travancas declarou publicamente que pretende tentar impugnar a candidatura do novo vice.
Novo apoio: Após o rompimento, o jurista declarou apoio a Eduardo Paes nas eleições estaduais.
Qual o real motivo de deixar a defesa? O real motivo foi a incompatibilidade política e ideológica com o novo grupo de aliados que passou a cercar Garotinho.
Preterido na chapa: Nos bastidores, o próprio Travancas vinha sendo fortemente cotado e ventilado como o possível candidato a vice de Garotinho após as sucessivas baixas anteriores da chapa. A escolha repentina de Monteiro sepultou essa articulação.
Preservação técnica: Travancas fez questão de separar sua saída da figura de Garotinho, ressaltando que foi uma honra defendê-lo. Ele optou por abandonar os tribunais para não vincular seu nome a uma ala política com a qual diverge radicalmente.
Giro estratégico: O advogado utilizou a ruptura para mudar imediatamente de lado na disputa eleitoral fluminense, anunciando publicamente seu apoio à candidatura de Eduardo Paes.Para evitar prejuízos legais imediatos ao ex-governador,
Travancas cumpre o rito de transição jurídica pelos 10 dias exigidos por lei até que um novo defensor assuma os processos.
1. O Estopim: A Dança das Cadeiras dos Vices de Garotinho
Para entender o rompimento, é preciso analisar o isolamento político e as sucessivas baixas sofridas por Anthony Garotinho em menos de um mês de articulações:
1. A Queda de Venâncio Moura: O primeiro vice anunciado foi o coronel da reserva da PM Venâncio Moura, do Democracia Cristã (DC). A aliança ruiu em três dias, quando o DC decidiu abandonar Garotinho para declarar apoio formal à candidatura de [Eduardo Paes (PSD)].
2. A Desistência de Elaine Gonçalves: Garotinho indicou em seguida a major da PM Elaine Gonçalves. No entanto, em pleno início oficial da campanha eleitoral, a major publicou um vídeo no Instagram anunciando sua renúncia por "motivos pessoais", deixando a vaga aberta.
3. A Solução "Dura" com André Monteiro: Para estancar a sangria e manter o discurso de segurança pública, Garotinho retirou André Monteiro da disputa ao Senado e o oficializou como vice. Monteiro, ex-subtenente e tenente da reserva da PMERJ com mais de 20 anos de BOPE, trouxe consigo uma plataforma eleitoral focada no combate severo às facções e milícias.
2. A Explosão de Victor Travancas: "Policial de Fachada"
A escolha de [André Monteiro] foi o limite para o advogado Victor Rosa Travancas, Mestre e Doutor em Direito Constitucional e ex-subsecretário de Compliance do Estado. Travancas vinha atuando na linha de frente jurídica de Garotinho e era fortemente ventilado nos bastidores para assumir a própria vaga de vice na chapa.
Horas após o anúncio de Monteiro, Travancas formalizou sua renúncia a todos os mandatos de defesa do ex-governador. Em pronunciamento público contundente nas redes sociais, justificou que sua saída se deu por falta de confiança no novo grupo político e atacou duramente o militar:
"Não fico em lugares onde não confio nas pessoas que fazem parte do grupo. Lugar de policial é no quartel."
Travancas rotulou André Monteiro de "policial de fachada" e prometeu acionar formalmente a Justiça Eleitoral para tentar impugnar a candidatura do ex-Bope. Logo após o rompimento, o advogado declarou apoio ao principal adversário de Garotinho, [Eduardo Paes. Para não prejudicar o rito processual do ex-governador, Travancas cumpre apenas a transição legal de 10 dias até que a nova banca jurídica assuma.
3. O Elo Político: As Conexões com Daniel Silveira e Alexandre de Moraes
A acusação mais politicamente sensível feita por Travancas envolve as "ligações de Monteiro com pessoas presas por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF)". Essa conexão é real e histórica, mas de natureza estritamente político-partidária:
* A Suplência de Daniel Silveira: Nas eleições de 2022, André Monteiro foi lançado oficialmente como o primeiro suplente na chapa de [Daniel Silveira] ao Senado pelo Rio de Janeiro.
* O Alvo do STF: tornou-se um dos personagens mais polêmicos do país ao ser preso e condenado por ordem do ministro [Alexandre de Moraes] devido a sucessivos ataques e ameaças às instituições democráticas e aos ministros da Suprema Corte.
De acordo com a tese de [Travancas]a entrada de Monteiro na chapa traz uma "vulnerabilidade jurídica desnecessária", atrelando a imagem de Garotinho à ala mais radicalizada da extrema-direita fluminense, cujos líderes foram amplamente sancionados pelo Judiciário.
A ligação de André Monteiro com Campos dos Goytacazes — principal reduto e berço eleitoral da família Garotinho — redesenha a estratégia do grupo político. Sem raízes familiares no Norte Fluminense, Monteiro passou a cumprir extensas agendas no município desde o anúncio de sua candidatura, buscando converter o eleitorado conservador e os defensores da pauta de segurança pública da região.
Enquanto Garotinho aposta na retórica de criar um "BOPE 2.0" para ocupar permanentemente as comunidades fluminenses, a oposição liderada pela coligação de Eduardo Paes já se movimenta nos tribunais.
Paralelamente à prometida ação de impugnação de Victor Travancas contra Monteiro, advogados ligados a Paes pediram formalmente ao TRE-RJ o bloqueio de verbas e propaganda de Garotinho, sob a alegação de sua inelegibilidade decorrente de condenações antigas.
O Rio de Janeiro inicia sua corrida eleitoral com os tribunais e os quartéis dividindo, mais uma vez, o papel de protagonistas.
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