PF DEFLAGRA 8ª FASE DA OPERAÇÃO UNHA E CARNE: EX-SECRETÁRIO E DEPUTADO SÃO PRESOS EM CERCO CONTRA ESQUEMA DE R$ 7,6 BILHÕES

Mandados de prisão e busca e apreensão na capital e em polos de luxo como Armação dos Búzios e Angra dos Reis

PF DEFLAGRA 8ª FASE DA OPERAÇÃO UNHA E CARNE: EX-SECRETÁRIO E DEPUTADO SÃO PRESOS EM CERCO CONTRA ESQUEMA DE R$ 7,6 BILHÕES
PF DEFLAGRA 8ª FASE DA OPERAÇÃO UNHA E CARNE: EX-SECRETÁRIO E DEPUTADO SÃO PRESOS EM CERCO CONTRA ESQUEMA DE R$ 7,6 BILHÕES (Foto: Reprodução)

Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2026 – A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a 8ª fase da Operação Unha e Carne, desarticulando novas frentes de uma das maiores e mais profundas organizações criminosas dedicadas à lavagem de dinheiro e à infiltração no poder público do Estado do Rio de Janeiro.


Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes foram às ruas para cumprir 6 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão.


A nova etapa da investigação atinge diretamente a cúpula da segurança pública e da política fluminense, estendendo o cerco patrimonial a redutos da elite, com o rastreamento de mansões, lanchas e iates na Região dos Lagos e no litoral Sul.


🚨 OS PRINCIPAIS ALVOS E PRISÕES DE HOJE


A operação de hoje resultou na captura de lideranças políticas e operacionais que já vinham sendo monitoradas em fases anteriores:


• Márcio Canella: Deputado estadual eleito (União Brasil) e ex-prefeito de Belford Roxo. Apontado pelas investigações como um dos principais braços políticos da organização criminosa. Canella já havia sido alvo de prisão em flagrante na 6ª fase da operação, em julho, após a PF localizar um fuzil e armas curtas em seu veículo.


• Marcus Amim: Delegado da Polícia Civil e ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro. Recentemente exercendo a chefia de segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Amim é apontado como operador de influência funcional para blindar o grupo e vazar informações de inteligência.


💰 O RAIO-X DO ESQUEMA: R$ 7,6 BILHÕES E 112 EMPRESAS


O coração da Operação Unha e Carne é a desarticulação de uma gigantesca engrenagem financeira estruturada a partir de relatórios detalhados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


Os crimes investigados incluem organização criminosa armada, lavagem de capitais, corrupção ativa e passiva, cartel e violação de sigilo funcional.


• A Estrutura de Lavagem: O grupo utilizava uma rede composta por 112 empresas, das quais 96 eram postos de combustíveis estrategicamente distribuídos pela Região Metropolitana e interior.


• O Volume: A movimentação bancária sob suspeita supera a marca histórica de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. O esquema misturava recursos de origem lícita e ilícita — com fortes indícios de conexões com o jogo do bicho, milícias e vazamento de operações policiais para facções do narcotráfico.


📍 LOCALIDADES INTEGRADAS NA 8ª FASE


Enquanto as primeiras fases concentraram-se na capital e na Baixada Fluminense, a 8ª fase avançou de forma coordenada sobre municípios estratégicos utilizados para pulverização e ocultação dos ativos financeiros do cartel:


• Região Metropolitana: Rio de Janeiro (Capital), Niterói, São Gonçalo e Nova Iguaçu.
• Região Serrana: Petrópolis.
• Pólos Náuticos e Litorâneos: Angra dos Reis e Armação dos Búzios.


⚓ O CERCO PATRIMONIAL EM BÚZIOS: IMÓVEIS E EMBARCAÇÕES


O desdobramento das ações em Armação dos Búzios representa o estrangulamento da "blindagem patrimonial" dos chefes do esquema. Segundo fontes ligadas à investigação, os mandados cumpridos na Região dos Lagos têm como alvos principais:


1. Operadores Financeiros e Laranjas:


Endereços comerciais e residenciais em Búzios foram vasculhados para apreender mídias digitais, livros contábeis e contratos de gaveta que ocultam os verdadeiros proprietários de ativos imobiliários na cidade.


2. Sequestro de Bens de Luxo nas Marinas:


Por estarem localizados em uma área com forte infraestrutura náutica, os agentes da Polícia Federal receberam ordens específicas do STF para mapear, reter e lacrar lanchas, iates e motos aquáticas registrados em nome das empresas de fachada ou de testas de ferro ligados a Canella, Amim e aos demais líderes do cartel.


Os relatórios detalhados com as numerações, nomes das embarcações e valores estimados dos bens apreendidos nas marinas locais estão sendo consolidados pelas equipes de campo e serão encaminhados ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes nas próximas horas.


🔍 HISTÓRICO DAS ETAPAS ANTERIORES DA OPERAÇÃO


Para entender a magnitude da investigação, a Unha e Carne evoluiu a partir de núcleos de corrupção interligados:


• 1ª à 4ª Fase (Fim de 2025 – Maio de 2026): Focadas inicialmente em fraudes licitatórias e no vazamento de operações policiais sigilosas contra o Comando Vermelho (CV). Resultou na prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e do deputado Thiago Rangel.


• 5ª Fase (Julho de 2026): Descobriu conexões da propina paga pela cúpula do jogo do bicho (grupo de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho) com agentes dos poderes Executivo e Legislativo, resultando na prisão do pastor Márcio Poncio.


• 6ª e 7ª Fase (Julho de 2026): Entrada definitiva no núcleo de combustíveis e lavagem de dinheiro, revelando a movimentação de R$ 7,6 bilhões e atingindo os operadores logísticos de postos e distribuidoras.


Os materiais recolhidos na data de hoje (computadores, celulares e documentos) passarão por perícia técnica forense da Polícia Federal para mapear os próximos passos da organização criminosa.

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