TOKEN PRÓ-FLÁVIO | A distribuição de criptomoedas em troca de publicações favoráveis

Deu ruim pro Projeto B22 a Criptomoeda do Pablo Marçal, Nocholas Ferreira e Flavio Bolsonaro

TOKEN PRÓ-FLÁVIO | A distribuição de criptomoedas em troca de publicações favoráveis
TOKEN PRÓ-FLÁVIO | A distribuição de criptomoedas em troca de publicações favoráveis (Foto: Reprodução)

TOKEN PRÓ-FLÁVIO | A distribuição de criptomoedas em troca de publicações favoráveis ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou na mira da Justiça Eleitoral.


Nesta sexta-feira (9), a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar de um site que oferecia tokens a usuários que compartilhassem a mensagem “B22” e conteúdos de incentivo ao voto no senador.


A decisão atende a uma ação apresentada pelos advogados da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O funcionamento da plataforma foi revelado pela Folha de S.Paulo na quinta-feira .


Para a ministra, os elementos apresentados indicam que a iniciativa pode ultrapassar os limites da manifestação espontânea de apoio político, ao associar a divulgação de propaganda eleitoral à possibilidade de recebimento de benefícios econômicos.


A decisão é provisória e não representa uma conclusão definitiva sobre a existência de irregularidades ou sobre a responsabilidade dos envolvidos.


Vídeos com crianças divulgaram projeto


Em um dos vídeos identificados pela reportagem da Folha, crianças aparecem incentivando a compra e o compartilhamento do B22, além de fazer referências a Flávio Bolsonaro, ao deputado Nikolas Ferreira e ao influenciador Pablo Marçal.


O idealizador do projeto, Kevim Flores, participou de uma transmissão ao vivo no Instagram ao lado de Nahuel Medina, integrante da equipe de Pablo Marçal que atua na campanha de Flávio. A existência dessas manifestações, entretanto, não comprova participação ou autorização da campanha na iniciativa.




Campanha de Flávio nega ligação com o esquema


Em nota, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro afirmou desconhecer os responsáveis pelo site e negou qualquer envolvimento com a comercialização ou distribuição das criptomoedas.


A campanha informou que adotou medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal, incluindo pedidos para que a plataforma fosse retirada do ar.


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